Nesta sexta-feira (14), o futebol brasileiro virou assunto policial. O lateral-esquerdo do Athletico-PR, Léo Derik, foi condenado pela Justiça a 13 anos de prisão, em regime inicial fechado, por dois estupros contra uma ex-companheira.
A decisão de primeira instância foi proferida pela juíza Taís de Paula Scheer, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, capital paranaense. O jogador permanece em liberdade para recorrer, segundo o ge.
Ainda de acordo com a decisão, Derik foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização à vítima, além de juros e correção monetária. A defesa de Léo Derik afirmou que recebeu a notícia com “absoluta surpresa” e que vai recorrer da decisão.
Em comunicado à imprensa, o Athletico-PR se posicionou e afirmou que não vai detalhar o caso, por se tratar de um processo que tramita em segredo de Justiça.
Conforme divulgado pelo ge, segundo a decisão, a juíza considerou comprovados os dois estupros, mesmo que o exame pericial não tenha sido conclusivo. O fundamento principal foi o entendimento de que o relato da vítima foi considerado coerente e consistente e estava amparado por outros elementos, como depoimentos de pessoas próximas e documentos psicológicos.
Ainda conforme o ge, de acordo com a sentença, o exame pericial foi realizado meses depois dos fatos, o que dificultaria a identificação de vestígios físicos.
O Ministério Público havia pedido a absolvição de Derik. O órgão entendeu que o conjunto de provas não era suficiente para sustentar a condenação pelos dois estupros e pela acusação de violência psicológica. A juíza, porém, considerou as provas suficientes para condená-lo pelos dois estupros, segundo o ge.
Pela 23ª rodada do Brasileirão, o Athletico-PR recebe o Bragantino neste sábado (15), na Arena da Baixada, às 18h30. A equipe paranaense ocupa o terceiro lugar na tabela, com 40 pontos.
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